Capítulo Dois
Vampirísmo
Dentro de semanas Morana dominou a arte do assassinato com as mãos, seu poder ainda era frágil no entanto sua tenacidade é poderosa.
-Pois bem minha campeã,
Viajemos para a fossa onde você irá sangrar pelo prazer alheio.
A paisagem mudará de fria para um calor infernal,
O grande ponto fraco de Morana.. e sem seu poder..
Só resta resistir.
-Eu ei de quebrar estas correntes e congelar essa lava um dia.
-A chama do inferno não é como a dos vivos..
Mas eu lhe desejo boa sorte com isso.
-Ah meu Rei!
Me leve ao feiticeiro negro e não precisarei de sorte.
-Chegamos!
Vá la dentro e faça o diabo..
Então verá Nubhu.
Livre de suas correntes,
Morana adentra a fossa, a temperatura aumenta a cada passo.
-Ora ora ora..
O rei dos pecadores apareceu pra perder de novo..
-Seu tom está prestes a mudar bispo.
Morana enfim é jogada dentro da arena,
Uma mesa com copos enormes ilustram o centro.
-Tragam o veneno!
Morana anda confusa pela arena e é surpreendida por seu adversário, que vaga o inferno por eras.
-Truvia mo juji fo guuri!
-Pra você também coisa horrorosa.
Não era uma luta com as mãos mas sim quem bebia mais..
Sem morrer.
Três barris cheios de fluídos corporais das serpentes do oceano marrom, oceano que era depósito das "bençãos" de Andros.
-O último que você trouxe morreu na primeira golada..
Essa mulher não dura um segundo rei pecador.
-Seu monstro ancestral é como uma pintura de sua real aparência..
Molestador de crianças.
Sentados de frente para o outro eles enchiam o primeiro copo,
Morana estalou os ossos das mãos e após uma breve pausa..
Mandou tudo para dentro de uma vez só.
-Mas o que é isso?!
-Truvii huu jeje!
-Cale a boca criatura.
A garganta de Morana ficou dormente,
Seus olhos estão completamente vermelhos e ela sente seus órgãos vibrarem, sua imortalidade impede que seu corpo desligue.
Após meio barril a criatura enfim passou a sofrer os mesmos sintomas,
Morana agora está tremendo e seu coração bate sem parar, sua respiração é ofegante, e acima de tudo isso..
Sua fraqueza ao calor lhe derruba mais ainda.
Vendo que Morana está abatida os demônios dão gargalhadas as suas custas..
-[pensando]..eu não posso morrer nesse buraco..
Ambos finalmente viram um barril,
Morana sente uma pontada no seu fígado e começa a vomitar sangue e pedaços de seu estômago, a criatura sorri.
No primeiro copo do segundo barril o poder regenerativo de Morana passa a trabalhar mais devagar,
Existem tantos danos no corpo que agora ela deve descartar partes inúteis..
Copo após copo suas unhas caem e seu cabelo fica cinza,
Morana está envelhecendo ao minuto.
A criatura enfim vomita um pouco de sangue mas logo volta ao jogo.
O segundo barril virou.
Morana cospe seus dentes e retira seu olho ruim,
Ela perde o movimento das pernas.
-Dizem que você só vive uma vez..
É bom que viva até o ponto de não retorno.
Um copo após o outro e Morana passa a ser um esqueleto desfigurado, pedaços de carne tendo espasmos mas seu coração ainda batendo.
-Eu nunca vi nada igual!
Ela não morre, uma verdadeira diaba.
-O que é isso Rei Hulbro?
De onde saiu essa aberração?!
-Um lugar frio.
A criatura já está no limite,
Sua barriga prestes a explodir,
Morana é apenas seu coração e o sistema digestivo..
Seu braço só levanta e abaixa o copo.
-Truvuu hu jyjl..
A criatura está corroendo de dentro para fora,
Assim como aconteceu com Morana,
Falta pouco para virar o último barril.
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A criatura não passa bem e levanta..
Sua barriga incha e enfim explode,
Assim matando aqueles que provaram uma gota desse veneno.
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Morana levanta sua cabeça num movimento rápido,
Ela observa o corpo destroçado com seu único olho.
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O Rei Hulbro que a trouxe para fossa, foi para casa com o prêmio,
Levou semanas para que Morana regenerasse o estrago em sua carne.
-Ah! Agora sim, completamente renovada..
Aquele Rei de espada sem fio me largou aqui..
Acharei o feiticeiro negro sozinha.
Mas antes, um jantar.
Morana se deliciou com a carne pútrida cheia de moscas da criatura morta,
Cada pedaço.
Começou a caminhar para a direção oposta do reino da sodomia.
Sua visão fica cinza e suas unhas se tornam afiadas,
Uma mutação ela sofria,
Com seus dentes afiados ela sorria.
-Eu não posso acreditar, me tornei a criatura..
Uma vampira..
Devo agradecer a carcaça que saboreei,
Eu sou grata por não arruinar minha aparência humana.
Morana continua sua marcha.
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-Meu poder em breve excederá o teu prima.





